26 01 2006
Categorias : Blog Antigo, Dicas
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Parodeando a música da Dave Matthews Band, venho anunciar que consegui desfazer a última coisa que eu achava que ia me manter preso ao Windows. O grande problema que eu tinha era que eu faço páginas da internet como trabalho, e acontece que quase 90% dos acessos a sites são feitos usando o Internet Explorer. Existem várias diferenças na exibição de páginas do Explorer e do Firefox, que é o segundo browser mais usado do mercado, e por isso sempre que você cria uma página você precisa verificar se ela está funcionando nos dois browsers. Obviamente, então fica difÃcil usar Linux e fazer páginas da Internet ao mesmo tempo.
Mas isso era um problema porque finalmente consegui instalar o Internet Explorer no Linux! Claro, alguns vão dizer:"e da�". Parte dessas pessoas vai dizer isso porque não sabe que a Microsoft não disponibiliza o Internet Explorer para o Linux, que é o maior concorrente do Windows hoje em dia. A outra parte vai dizer isso porque já viu isso sendo feito e acha isso uma coisa simples. Essas pessoas vão me dar um troféu joinha:
Mas tudo bem, porque a maioria dos meus leitores, eu acho, estão agora pensando: "mas como?!" (ta, talvez não com o ponto de exclamação). Bom, o segredo é um programa que se chama Wine (Wine Is Not an Emulator) e que "engana" os programas de Windows para eles pensarem que estão no lugar deles, e rodarem no Linux.
Ontem eu consegui também rodar o Dreamweaver usando o Wine, então estou definitivamente munido das ferramentas pra continuar trabalhando só com Linux. A pena é que para que tudo isso funcione, é necessário se ter uma instalação do Windows em algum lugar, porque esses programas usam arquivos Windows... Bom, não se pode ter tudo, eu acho...
Finalmente aquela poltrona, como disse minha mãe, saiu do Compilação. O novo logo está no ar!
Ele foi feito no POV-Ray, que é um programa que renderiza imagens 3D a partir de arquivos de texto escritos na linguagem dele (chamada SDL). O arquivo está disponÃvel aqui, caso alguém tenha a curiosidade, e é bem simples: um fundo, uma fonte de luz, uma câmera pra tirar a "foto" e 16 bloquinhos, transladados e rotacionados para parecerem que estão montando um bloco maior, todos coloridos com o mesmo pigmento simples. Como eu não consegui acertar a cor de fundo, ainda passei ele pelo GIMP, um programa de manipulação de imagens de código livre, e pintei o fundo pra ficar igual ao do site.
Créditos:A idéia é parecida com a original da poltrona, mas quem teve a idéia de tornar 3D foi meu pai. Minha mãe também participou ativamente da criação do logo vindo olhar e dizendo: "é ficou melhor sim".
Fica aqui a dica para ver outros trabalhos bem mais complexos, realistas e bonitos feitos no POV:
Me empolguei e acabei fazendo também os marcadores do painel lateral, tirando aquele # que estava meio feio.
Aha! postando direto do Gnome!
Nossa... essa deu um certo trabalho... Continuando a história de Linux, estou testando uma ferramenta do Gnome que teoricamente vem por padrão no Ubuntu: o Gnome Blog Poster. Ele é um programinha que coloca seus posts direto no seu blog, pra fazer notas rápidas, como esta.
Porque deu trabalho? porque estou tentando fazer esse negócio funcionar desde que instalei o Ubuntu e ele nunca iniciava direito... mas finalmente descobri algumas coisas: primeira, ele funciona como um item do painel do Gnome (como se fosse um botão da barra do menu Iniciar), mas deve funcionar também por conta própria, como programa. A segunda que resolveu meu problema: me faltava o dicionário de português brasileiro Aspell (que eu acabo de apelidar ASSpel...)
Mas agora parece que está funcionando. Vamos ver só o que ele faz com minha formatação...
Já me encontrei no "MSN" (na verdade eu estava no GAIM) com alguns ultimamente e talvez vocês tenham reparado que algo como "Linux" ou "Ubuntu" no meu nickname, e está mais do que na hora de fazer um post sobre isto aqui.
Instalei no meu PC do quarto uma distribuição de Linux chamada Ubuntu. Eu nunca fui um aficionado pelo Linux e sempre disse o seguinte para quem é: é um sistema operacional para programadores. O que isto significa? Que em tudo o que eu já tinha testado de Linux, eu tinha tido que mexer em algum arquivo de configuração na mão, tinha tido que compilar alguma coisa, tinha ficado em dúvida onde colocar os arquivos ou, o pior de tudo, tinha tido que reescrever uma parte do programa que eu estava tentando instalar.
No fim das contas, nunca tinha conseguido fazer com que a utilização do Linux se tornasse algo prático para mim. E mais, eu trabalho com computadores, sou programador e gosto de ficar fuçando e mudando configurações, fazendo aqueles teakings (ou acertos) que a maioria das pessoas não se importa em fazer - como por exemplo mudar as fontes padrão do sistema (?!).
Mas exitem alguns problemas no mundo, e entre eles, dinheiro é um que não passa desapercebido. E ninguém gosta de gastar dinheiro, portanto usar o Windows, que eu considero o sistema mais amigável e compatÃvel do mercado por diversos motivos, tem uma séria desvantagem. E existe um grande mercado que pagaria o que eles gastam com o Windows para migrar para o Linux de maneira tranquila, e economizar no futuro. Este mercado é um alvo da Imaginarie, e eu, como sócio comecei a procurar alternativas.
Provavelmente vou falar bastante aqui sobre o sistema: eu ando mexendo muito nele e preciso anotar o que eu estou fazendo, e além disso, acho que as coisas que eu for descobrindo podem ajudar muitos "amadores" em Linux como eu.
Para dar um gostinho, tem umas coisas que eu gostei muito nessa distribuição: primeira, o gerenciador de janelas Gnome é o padrão. Eu tenho uma birra com o KDE por experiências passadas e, apesar de considerá-lo mais amigável para quem vem do Windows, gosto mais do look-and-feel do gnome. Além disso tem uma coisa muito legal, que é a história de poder "montar" sistemas de arquivo em pastas, e assim eu consegui colocar meus arquivos do thunderbird no servidor aqui de casa e usá-lo em rede em qualquer computador aqui de casa ou com uma conexão razoavel!
A distribuição vem também com os pacotes mais usados, e logo de cara já deu pra sair usando, mas infelizmente passei quase um fim de semana inteiro para conseguir instalar direitinho todas as versões mais novas dos programas, e configurar coisinhas pequenas como o NUM-LOCK ligar automaticamente.
Mais tarde vou deixar aqui alguns links para quem quer testar esta distribuição e alguns tutoriais das configurações que eu for fazendo.
Os surrealistas muitas vezes faziam suas obras unindo duas coisas que não estavamos acostumados a ver juntas. Hoje parece que as coisas andam ficando mais sérias e saindo das telas!
Imaginem uma bolinha pula-pula. Agora imaginem uma camera digital. Agora mesclem os dois! é isso que é o satuGO: See Aim Throw captUre and GO - uma bolinha pula-pula com uma câmera digital dentro, ou uma câmera digital com uma bolinha pula-pula por fora!?!

Ela tira fotos com o impacto, ou com um temporizador. Também serve de pen drive, com 1 GB de memória, webcam, quando ligada no pc e câmera externa, porque é bem resistente. Simplesmente divertido!
Eu ia responder ao comentário do VinÃcius no próprio post, mas o texto acabou ficando longo, então resolvi colocar aqui mesmo (além do mais, vou fazer festa em cima de um elogio - obrigado Vini).
VinÃcius said...Tá ficando bacana! Agora, tira a letra Times New Roman e coloca uma mais bonitinha. Brincar de template é sempre legal, mas dá trabalho...
Então... ainda estou na dúvida sobre a fonte. Eu resolvi mudar o template principalmente para que fosse mais fácil ler textos longos no Compilação, e acontece que existe todo um estudo sobre como "serifs", que são aqueles tracinhos decorativos da Times New Roman, ajudam na fluência da leitura.
(Por sinal, acabei de descobrir nesse site do depto. de Ciência da Computação da universidade de Indiana, que "sans-serif", que é um nome de fonte que não tem serifs, significa sem-serif, em francês! Nunca tinha pensado nisso...)Outra coisa, a Times New Roman não estava me encomodando muito, até que eu resolvi fazer um teste desligando o Clear Type (veja este post), e ai sim me convenci a trocar... É uma pena, porque é sempre legal ter um argumento do tipo "Estudos comprovaram que isto é melhor pra você". Acho que o "fica mais bonitinho desse jeito" ganhou dessa vez.
Mas ainda não acabei de mudar o template! Falta ainda praticamente tudo o que será feito com figuras (bordas, marcadores, fundos), e não gostei dessas que eu fiz, então provavelmente serão mudadas.
Para fins arqueológicos, aqui vão alguns pedaços do layout como ele está hoje.
Um pequeno anúncio para um pequeno blog:
Como eterno descontente para com este diário, e depois de passar umas duas horas mexendo no layout desse negócio aqui, decidi que vou refazer todo o Template desse blog. Talvez não fique tão diferente: estou pensando em manter o esquema dos quadradinhos bem "blogger" e que vou manter o esquema de cores também.
Aguardem...
Eu costumo dizer que eu espero que a indústria do turismo espacial cresça rápido para que eu possa fazer um passeio pelo espaço antes de morrer. E aqui tem uma boa notÃcia: os Estados Unidos já estão criando os regulamentos para vôos comerciais tripulados.
Mas o que é realmente interessante é como esta regulamentação está sendo feita. Uma coisa bem de americano: para incentivar a indústria, o governo proibiu o órgão regulador de criar leis por oito anos, ou até que algum acidente grave aconteça! Em vez disso, eles obrigam as empresas de turismo espacial a avisar os passageiros do risco e ter formulários de consentimento assinados.
Primeira reação: eles são loucos! Isso não é regulamentar, vai virar zona! Mas em seguida pensei: É Genial!
Turismo espacial é uma coisa cara: pouca gente vai poder viajar. Estas poucas pessoas vão impulsionar a indústria, provavelmente pagando caro por um serviço bastante perigoso e de pouco qualidade, mas, e da� Elas são ricas, educadas, sabem o que estão fazendo e o dinheiro não vai faltar! Em oito anos, quem sabe então, as empresas vão estar com dinheiro, e pensando em expandir os negócios, e atingir uma camada de público com menos dinheiro. Essas pessoas, a classe média, é que precisam que o mercado seja regulado, pois são muitas pessoas, e no meio de muitas pessoas sempre tem um trouxa pronto pra ser enganado pela empresa de turismo mais próxima.
Outro ponto: ninguém entende direito de vôo espacial para turistas ainda. Quem sabe das necessidades do cosmoturista? Qual é o tempo máximo que se pode permitir que um vôo dure? Será que é necessário obrigar as empresas a terem banheiros separados para homens e mulheres nas naves? Qual tipo de amendoim não se pode servir em gravidade zero? Deixar os pioneiros testarem estas dúvidas sem leis, por conta e risco próprio é a melhor coisa a se fazer.
Eu não morro de amores pelo American Way, mas tenho que admitir uma coisa: quando se trata de legislação, eles são bons.