'Força de Vontade' ?

28 02 2006
[filologia]

Filo: gostar, logos: palavra, verbo, conhecimento humano. Filologo, ao meu ver, é aquele que gosta de entender as palavras, de onde elas vieram e como elas evoluem, tendo em vista que as palavras são, não só a maior limitação, como também o próprio material do pensamento, do entendimento.

Há uma coisa que eu percebi já faz tempo, mas, vez ou outra, encontro gente que não sabe. Não por ser alguma coisa complicada, mas porque as pessoas têm muito costume de parar pra pensar. É a diferença entre ter vontade e querer. É engraçado, porque isso é uma coisa tão simples, que basta qualquer um ler a frase anterior pra perceber, e passar a falar e agir diferentemente. Óbvio: querer é uma ação consciente, ter vontade é mais próximo de um instinto, de uma sensação. Ter vontade é ouvir, querer é escutar. E então porque raios a expressão é "ter força de vontade". No fundo, essa expressão significa querer algo do qual você não tem vontade. Deveriamos dizer "ter força contra a vontade" ou pior, "ter força de querer". É muito estranho dizer dessa forma, mas é muito interessante pensar em porque nós falamos "força de vontade". Eu consigo pensar em três motivos: o primeiro estético, força de vontade soa melhor que as outras formas. O segundo, pode ser que que a expressão seja traduzida, e acabou ficando assim: há línguas que não diferenciam as duas palavras. Mas o terceiro motivo é o que eu mais acredito, apesar de ser o mais preocupante: a expressão é "força de vontade" porque ninguém nunca para pra pensar que não é isso que se quer dizer! Triste, não? Eu diria até alarmante...

De qualquer forma, preciso desse negócio que não tem um nome adequado. Alguém tem sobrando? Estou na reserva da reserva do meu estoque...


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21 02 2006
[diario]

E é nessas horas que Wanda o Peixe, o adivinho te diz:

You have, single-handedly, fought your way towards this mess

Pois O Adivinho ele é.


Associação Ubri do Brasil

19 02 2006
[diario]

No fim de semana depois do carnaval eu vou participar do "Encontro Sulamericano de Jovens Umbros". Eu acho que se chama assim, mas é isso que via ser. Não sei de mais nada, só que durante um sábado e meio domingo, jovens de famílias oriundas da Umbria (região italiana) como eu, vão se encontrar, não sei onde, para fazer não sei o que. A única coisa que sei, e aparentemente isso é um dos assuntos mais importantes entre os Umbros, é que o almoço de Sábado vai ser pago por eles. Na verdade eu nem sei quem são "eles", eu estou supondo que é a Associação Umbri do Brasil, da qual meu pai faz parte.

Eu vivo me metendo nesse tipo de coisa. Pode ser muito bom, pode ser muito chato, pode ser muito médio. No idea. Veremos.


Horário de verão!

19 02 2006
[diario]

Ei! ganhei uma hora hoje! Acordei achando que eram 8:30, pensando: "m****, já não vai dar tempo de fazer tudo o que eu preciso de manhã...". Fui tomar banho, café, lavar a louça, e aí sentei na frente do pc, abri o Gmail e qual a minha surpresa se não que ainda eram 8:30! Horário de Verão me salvou uma hora! agora é tratar de ser produtivo!


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18 02 2006
[diario]

Sabe, eu preciso de algo para anotar coisas em quanto estou no carro... quando eu for para os Estados Unidos vou comprar um pen drive/mp3 player com gravador de som para gravar meus pensamentos enquanto ando pela cidade...

Hoje eu pensei em uma porrada de coisas pra escrever aqui e não me lembro de mais nada... Será que a humanidade ganhou ou perdeu com isso?

Post Scriptum: eu quis dizer que vou gravar a mim mesmo falando o que estou pensando, e não meus pensamentos diretamente. Só para não causar espanto a ninguém

Interações

17 02 2006
[diario]

Hoje fui à Santa Ifigênia. Parei num estacionamento a dois quarteirões da Santa, como eu sempre faço pra economizar (R$ 3,00 a primeira hora e R$ 2,00 as próximas!). Passei naquele lugarzinho perto do fim da rua Aurora onde há uma esquina de 5 ruas, e onde tem uma loja de artigos pra bruxaria na frente de um puteiro. Tirando o fato de que eu gosto mais de Sampa do que daquele lugar, e que eu tenho tendencia a achar que São Paulo é mais limpa do que ali, mais primeiro mundo e tal, tem vários aspectos da cidade resumidos lá.

Primeiro, é um lugar com tudo pra ter um trânsito caótico, mas os carros até que fluem bem. Claro, na hora do rush tem trânsito, como em todo o centro, mas não tem maluquices, gente saindo na contra-mão, etc. As pessoas esperam o farol, passam e beleza. Ao mesmo tempo, tem um monte de gente a pé atravessando ao mesmo tempo, mas tudo se resolve e as pessoas vão seguindo. Como em todo o resto de São Paulo: carros demais, pessoas demais, gente na rua, má organização da infraestrutura, mas no fim das contas, não fica gente se pegando toda hora e quase sempre todo mundo chega em casa (quem achar que São Paulo tem trânsito louco vai pra Lima pra ver).

Continuando, além do trânsito e pedestres, naquela esquina passa de tudo. Desde a bruxa da loja de feitiçarias conversando com uma prostituta da região, até o engravatado que acabou de ir buscar seu aparelho de som de última geração na dita Santa, sem omitir os office boys, pessoal de informática, compradores das lojas da Santa, pessoal da área de contabilidade (a receita federal é ali do lado), etc., etc. e etc.

Por último, o que mais faz aquele canto de São Paulo resumir a cidade, é que, apesar de toda a diferença entre as pessoas que passam por lá, existe uma certa interação entre elas. As pessoas falam umas com as outras, pedem as horas, perguntam coisas, sem timidez, sem estarem desesperadamente precisando, e sem desrespeito. Quando eu estive nos Estados Unidos e na Europa, essa foi uma das diferenças marcantes que eu reparei. As pessoas lá não se falam na rua. Isso é uma coisa de América do Sul (pelo menos até onde eu sei). Eu adoro prestar atenção nessas interações.

Anteontem o carro parado na minha frente estava tocando uma música, e um cara que veio passando andando resolveu sair dançando! Bem cara de propaganda ou clip de música, sabe? Hoje tinha um palhaço com um bumbo andando ali pela rua dos Andradas mexendo com as pessoas que passavam. Onde mais eu vou ver essas coisas?


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13 02 2006

Postar coisas no blog é terapia. Estava aqui fazendo a lista das minhas pendências. Quando forem resolvidas serão postadas, não por mim, mas porque pessoas podem entendê-las errado antes que eu as resolva.

Mas o ponto é que eu vi o seguinte: eu sou muito mais bundão do que eu estava imaginando. Grande parte dos meus problemas é causada por causa do trabalho, e não deve afetar minha vida pessoal. As perspectivas sobre resolver estes problemas (de um jeito ou de outro) são boas.

Portanto, o que raios eu estou esperando?

É calçar os tênis e sair pela porta.


Pendências

13 02 2006

Em inglês, se chamam loose ends. Apesar da imagem clara que a expressão em inglês dá, e do impacto maior que ela gera, eu ainda prefiro pendências. Um pêndulo, uma massa que está te puxando para baixo e balançando, como uma bola de ferro amarrada no seu pé, te levando para o lugar escuro. Lista das minhas pendências, a serem resolvidas:
  1. Karina - fazer as pazes. Agora.
  2. Trabalho da Signus - posso fazer melhor e acabar de uma vez.
  3. Conversa com o Doug sobre salário da Imaginarie - o Doug é um dos meus melhores amigos e meu sócio, estou sendo errado até com ele por não ir conversar sobre algo que está me incomodando desse jeito.
  4. Trabalho da Unifesp - Apesar de não estar sendo pressionado, é um trabalho importante para outras pessoas e está nas minhas mãos fazê-lo direito.
  5. Página da ISA - puta que o pariu, só não está pronta ainda por incompetência minha. E logo vai fazer falta.

Tomando chuva na Paulista...

11 02 2006
[diario]

Parodeando o Vizinho, que está devidamente citado na barra lateral, vou marcar, neste horário inóspito a qualquer interação homem-máquina, a saída com Leo (supracitado Vizinho) e o Giuliano, também colega e amigo de primeiro ano de facul.

A saída foi muito boa, e acalmou meu anseio de conversas que vinha crescendo de tempos pra cá. Nada como sair com os amigos, falar besteiras e coisas sérias, ouvir causos e regar tudo com muita cerveja.


Every Single Time...

10 02 2006
Every time you masturbate, God kills a kitten

Segundo a Wikipedia, esse é um dos famosos Internet Memes, ou ondas que rondam a Internet e passam na mão de um monte de gente, como o YTMND, sobre o qual eu divaguei a um tempo atrás.

Aparentemente começou com esta imagem aqui:

Fonte: Domo-kun / Domokun FAQ

Eu já tinha ouvido falar desse "meme", mas não tinha visto as figuras, então resolvi procurar. A princípio, meu coração amoleceu pelos gatinhos, pois achei a página The Daily Kitten, um blog de gatinhos:

Gatinhos diários

Mas em seguida, encontrei dados mais científicos sobre o assunto no blog The Good Reverend, o que me deixou mais tranquilo sobre a vida de gatinhos indefesos. Ele alega, com base em dados estatísticos, que nos Estados Unidos somente, existe uma relação de 5401.5 sessões de masturbação para cada morte de gatinho. Isto significa que, considerando uma espectativa de vida de 75 anos, um americano médio será responsável pela morte de 2 ou 3 gatinhos na sua vida inteira.

Um pouco mais fundo na pesquisa, encontrei um site cômico chamado kittenkiller.org. Não vou estragar a surpresa, entrem pra ver.

Na verdade, o Internet Meme que tem esse nome não é aquela imagem do começo, são essas imagens aqui, enviadas por email para milhões de pessoas:

Fonte: cliche kitty



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