Woody and Woody

23 03 2007
Acabei de assistir um filme que gosto muito, do famoso Woody Allen. As pessoas me perguntam se eu gosto dele, e eu sempre respondo que não sei. Bom, continuo não sabendo, primeiro porque não conheço quase nada do trabalho dele (descobri hoje que esse filme que eu gosto é dele, por exemplo). O filme que acabo de ver se chama Melinda and Melinda, e trata (falando por cima) de amigos conversando num tal de Bistro Café - Bar, sobre se tragédias ou comédias representam melhor a vida. Para tanto, dois personagens, escritores aparentemente, inventam duas histórias a partir de um mesmo começo: Melinda aparece do nada em um jantar que um casal está dando. Bom, não vou contar as histórias do filme, só que uma delas é uma comédia, no sentido clássico da palavra, ou seja, uma história que acaba bem, e outra é uma tragédia, um história que acaba mal. Como eu disse, gosto bastante deste filme, e, não preciso dizer, "o cara manja". Mas uma coisa me deixou curioso: por que o Woody não termina a tragédia dele do jeito clássico. Ok, não estou dizendo que as duas histórias tem a estrutura das histórias gregas, mas a comédia é uma boa "modernização" do tema... Será que o sr. Allen não acha que nós, habitantes do século XXI não temos estômago para a morte da heroína no final da história, ou será que ele considera que o castigo que ele impõe aos personagens é ruim o suficiente? Argumentos pró primeira tese: ele carrega a tragédia levando a uma conclusão inevitável, mas a evita com um gancho que me pareceu meio forçado. Argumento pró antítese: a morte da heroína iria, a longo prazo, resolver os problemas dos outros personagens. Nada como exercitar argumentação em horários impróprios. Photo of Melinda and Melinda,  Ah! E mais uma coisa: porque em filmes os franceses são sempre melancólicos?


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