Atraso

19 04 2006
[eua2006]

Caros leitores,

Mil desculpas pelo atraso no diário. Eu achei que quando chegassemos aqui na Florida eu teria mais tempo, mas o pessoal daqui (meus tios e primos) são muito legais e estão nos mantendo muito ocupados. Sem contar as compras que estamos fazendo pro pessoal daí, então o tempo está curto pra sentar na frente do computador e ficar escrevendo.

Mas estamos tirando muitas fotos, sim, e eu tenho já escrito uma parte do diário desde que saímos de Washington DC. Vou publicar tudo isso logo.

Fora isso, o trabalho continua mesmo daqui... Já tenho compromisso pra manhã de segunda-feira inteira e estou precisando marcar reuniões com pelo menos duas pessoas pro comecinho da semana. (Quando eu vejo os problemas que vou ter que resolver quando chegar dá vontade de torcer pra que a Varig entre em falência mesmo...)


Organização das Fotos

13 04 2006
[fotos]

Vou colocar aqui o link para o Set de fotos no Flickr com as fotos dos Estados Unidos. Lá as fotos estão organizadinhas por data tirada e a maioria tem descrição e título.

Aproveitando, aqui está o Slide Show, que vai avançando sozinho. No segundo dia nós nos empolgamos e tiramos muitas fotos, e eu me empolguei e coloquei todas na internet. Mais tarde vou ver se eu tiro algumas do Set pra não ficar um interminável album de fotos do Central Park.


Dia 4 - último em Nova York

13 04 2006
[eua2006]

Quarto dia nos EUA. Terça-feira em New York, e é dia de visitar o Museu de História Natural. Pegamos o Metrô e fomos.

Museu de História Natural

Bom, é nessas horas que você vê diferenças. O museu é imenso. Subimos ao quarto andar e fomos descendo. Primeiro vimos uma coleção de fósseis, todos com explicações, várias telas com filminhos dando informações sobre a teoria da Evolução, etc. Muito legal, e feito pra impressionar crianças e adultos. Descendo você passa por exposições sobre biodiversidade marítma e terrestre, por coleções de animais empalhados, e por exposições de peças que retratam culturas do mundo inteiro. Depois ainda tem uma área reservada à geologia, e uma área enorme reservada à astronomia.

Prédios, bairros e luzes

Depois do museu, fomos andandando até o Empire State Building. Ok, prédio muito grande. Mas nós não fizemos o passeio de subir nele, então não tenho muito o que dizer - é um prédio que não cabe em fotos.Pegamos um metrô e fomos até China Town.

China Town é o lugar onde se concentraram os chineses e depois outros orientais que vieram para os Estados Unidos. Quase toda cidade daqui tem uma. A de Nova York é, pra quem mora em São Paulo entender, uma mistura de 25 de Março com a Liberdade. Bagunça, camelôs, gente vendendo comida. É bem divertido, e um pouco assustador. Foge muito daquela sensação de segurança que se tem em outros bairros daqui.

Do lado de China Town, fica Little Italy, o bairro italiano. Esse já é um pouco mais arrumado, mas tem um monte de restaurantes que ocupam quase a calçada inteira, e também tem ruas apertadas como China Town.

Nossa próxima parada foi o Ground Zero, que é como eles chamam o lugar onde costumava ficar o Word Trade Center antes dos ataques de 11 de setembro.

Os americanos são muito sensíveis com relação aos mortos. Hoje aqui em Washington vimos isso também. Eles não gostam que lugares como monumentos, ou como no World Trade Center, lugares que lembram derrotas virem coisa de turista. Este lugar, e uns memoriais daqui de Washington são os únicos lugares que nós não vimos algum americano tirando lucro de alguma coisa.

Nossa última parada do dia, ou melhor, noite, foi na Times Square. Se Nova York é o centro do mundo, a Times Square é o Marco Zero. Um festival de propagandas iluminadas, telões de vídeo, lojas, e pessoas tirando fotos fazem o que seria uma poluição visual atacada por ambientalistas virar uma das maiores atrações turísticas do mundo! É muito legal, tem que estar lá para entender.

Pra quem gosta de tecnologia, um dos telões de lá tinha definição de imagem melhor que a de cinema: uma verdadeira tv de 15 metros de altura!

Ainda bem que não fomos embora sem ver a Times Square a noite.


Dias 2 e 3

11 04 2006
[eua2006]

Opa, perdi um dia de diário, mas vou tentar lembrar da maioria das coisas. Bom, acordamos mais ou menos cedo e fomos tomar um café americano no restaurante do hotel. Tivemos direito a todos os clássicos: panquecas, ovos, bacon, sausages, batatas, etc. Divertido. Adoro esses cafés da manhã americanos.

Bom, saímos para A Ilha. Era domingo, então não estava muito cheio. No começo do passeio fomos a um centro de informações turísticas, e fomos direto ao Central Park. Andamos bastante por lá, tiramos muitas fotos (muitas mesmo).

Lá pra 1 hora da tarde, "paramos" para comer um hot-dog e um pretzel.

Bom, comemos, e continuamos a andar. Passamos na frente do Metropolitan Museum of Art, e pegamos o metrô para a Brooklin Bridge. Essa é a ponte que podemos cruzar a pé. É uma ponte suspensa muito bonita. Depois voltamos para o hotel e comemos no restaurante daqui mesmo. Pode parecer pouca coisa, em geral, mas adamos muito, passamos o dia inteiro batendo perna e vendo a cidade.

Deu pra entender porque New York é a capital do mundo. Você ouve uma porrada de línguas, vê uma porrada de tipos de pessoas, e tem de tudo pra vender nas lojas!

Mas o dia 2 foi um domingo, então não vimos a cidade funcionando normalmente. Hoje é que as coisas realmente estavam interessantes. A cidade é muito cheia de gente. Gente andando a pé, gente nas lojas, gente engarrafada no trânsito, em suma, gente saindo pelo ladrão.

Hoje pegamos o metrô e fomos ao MoMA (Museum of Modern Art - museo de arte moderna). Recomendo muito essa passeio, porque o museo é muito bom, muito bem pensado, organizado e as obras são muito legais. O que mais ficou na minha mente foi a seção de design de objetos, que tinha entre outros, aqueles paineis de aeroporto que indicam as chegadas e saídas, uma moto, uma bicicleta, dois Machintoshs (um iMac e um mais velho) e um iPod.

No MoMA também tem vários Picassos entre outros famosos e o passei mais que vale os US$ 12,00.

Saímos do de lá umas 2 da tarde e fomos até Little Italy, o bairro italiano para comer. Achamos um restaurantezinho chamado Ray's onde nós comemos muito bem e pagamos o preço justo. É engraçado ver como as pessoas tem sotaques tão diferentes em uma só cidade. O "garçon" do Ray's era um cara gigante, que falava (claro) com aquele sotaque italiano a la Al Pacino. A nossa garçonete do café da manhã aqui do hotel tem um sotaque muito diferente, aquele típico de garçonete que vemos em filme, com as vogais muito abertas, quase esganiçado. Os manos daqui falam igualzinho os dos filmes: "Yo Man!". É muito legal ficar prestando atenção nisso, essa cidade é uma verdadeira sinfonia.

Bom, pra finalizar logo, andamos um pedaço gigante da Brodway, que é a avenida que cruza a ilha de Manhattan inteira, sem ser quadriculada como todas as outras ruas. Chegamos ao fim na Virgin Mega Store, uma loja de discos muito grande, onde meu pai fez a festa!

Finalmente voltamos ao hotel, não sem antes experimentar uma pane no metrô. É que aqui, por ter muita gente, existem linhas de metrô que andam juntas umas das outras. Uma geralmente é a expressa, e a outra a local, e elas vão lado a lado, mas uma delas para em todas as estações e a outra só em algumas pra ir mais rápido. Parece que hoje a linha expressa da nossa estava com problemas e os trens estavam todos na local. Por isso nosso trem ficou parando, e vimos uma coisa meio chata daqui.

Uma mulher começou a ficar muito agitada na primeira vez que o trem parou no meio do túnel. Ela estava sentada na janela, e foi ficando mais e mais agitada e começou a resmungar e chutar a parede, meio sem controle. Dois orientais que estava perto dela começaram a comentar e rir na língua deles, e ela foi ficando mais agitada ainda. Até que eles pegaram e sairam com uma cara de "ta louca". Outra mulher que estava do lado dela não tirou os olhos do jornal, e, quando ela começou a fazer muito barulho e movimentos muito amplos, simplesmente levantou e foi pra mais longe. Ninguém fez se quer cara de preocupado. Coisa de americano, eu acho...

Amanhã tem mais. Hoje ainda tenho que descarregar algumas fotos.


Queens Blvd. 01

09 04 2006
Queens Blvd. 01 Carregado no Flickr por Pedro Angelini.

Acho que esta é uma avenida típica aqui: larga e de trânsito bagunçado, porque sempre se pode virar à esquerda. Além do mais, os faróis de pedestre não são que nem os do Brasil que quando estão abertos, só os pedestres podem passar. O resultado é uma zona.


Flickr!

09 04 2006
[fotos]

Criei uma conta no Flickr para guardar as fotos da viagem e as que vierem em seguida. Aos poucos vou colocando aqui as mais legais também. Divirtam-se


Chegada

08 04 2006
[eua2006]

Chegamos em NY hoje! Belo de um tempo frio. Mas antes de contar como anda a cidade que nunca dorme, vou falar do avião. Bom, viemos para cá de Varig... sim, a empresa que está a beira da falência. O avião era uma porcaria: velho, sujo, sem lugar para plugar os fones de ouvido, e pra finalizar, eu e o Julio ficamos nas duas últimas poltronas, que não reclinam. Bom, dormimos os dois totalmente tortos, mas até que conseguimos dormir bastante, já que as luzes de trabalho não funcionavam, então todo mundo foi dormir e não teve muito barulho.

Bom, finalmente chegamos. Tenho que dizer, pra não ficar só com reclamações do vôo, que os comissários e comissárias, da Varig, como sempre, segundo meu pai, nos atenderam muito bem, e o piloto era muito bom. Podemos comprovar isso no pouso, que foi sacudido por causa de ventos e turbulências, mas apesar disso, foi que nem uma pluma.

Então chegamos, eu liguei para o Hotel, pedindo para a van vir nos buscar, e ficamos esperado um tempo no frio lá fora. Sim, o tempo está bem feio: totalmente nublado e chovendo uma chuva que as vezes em São Paulo chamamos de garoa, porque não é torrencial, mas que pro pessoal daqui é chuva normal mesmo, e muito gelada. O motorista da van disse que estava nevando até outro dia, mas que amanhã o tempo ia melhorar.

Fomos para o hotel, que fica no Queens, e tomamos um banho (um cada um). Como o tempo estava ruim, resolvemos não ir passear em locais turísticos hoje. Aqui perto do hotel tem dois shoppings de pessoas comuns, diferentemente dos shoppings em Manhatan, que são para pessoas muito ricas, ou para turistas. Então fomos lá.

Foi muito legal.

Explico: quem me conhece, ou já leu esse blog esporadicamente, sabe que eu gosto de coisas eletrônicas e "gadgets". Bom, onde melhor que aqui para comprar essas coisas? Talvez só na China :-) Comprei finalmente o mp3 player que eu queria, e compramos também uma máquina fotográfica para usar na viagem. Então agora vou colocar fotos aqui no blog! E ouvir música em qualquer canto!


Algumas coisas divertidas

04 04 2006
[interessante]

Ainda estou lendo este post do Sushi Delight que fala do prêmio Ig Nobel (http://improbable.com/ig/). É um prêmio dado às pesquisas mais engraçadas, estúpidas ou sem sentido. Não que toda pesquisa lá seja estúpida ou sem sentido, as engraçadas podem até ser boas pesquisas, mas sempre vale a pena ver. O post tem uma retrospectiva de quase 15 anos de prêmio.

Pra quem gostou, há também o Darwin Awards, dedicado aos seres humanos que fizeram bem a humanidade tirando seus genes do conjunto genético da raça (ou seja, morrendo antes de ter filhos). Existe, inclusive uma categoria inteira de prêmios engraçados na Wikipedia.


Cosmonauta

30 03 2006
[atualidade]

Comemorando o lançamento do primeiro brasileiro que literamente foi para o espaço, vai uma marchinha de carnaval:

O Brasil vai lançar foguete Cuba também vai lançar Lança Cuba Lança Quero ver Cuba Lançar

Brincadeiras a parte, estou feliz de termos nosso primeiro astronauta, ou cosmonauta como dizem os russos, mas não estou nem um pouco feliz pelo que isto está representando.

Explico: o Programa Espacial Brasileiro vinha sendo muito bom até uns anos atrás. Ele tinha opr objetivo se tornar lucrativo, lançando satélites para outros países e para empresas, ou seja, ele rumava para sua autossustentabilidade. Tinhamos uma base de lançamento, um projeto de VLS (veículo lançador de satélites), que a pesar de ter fracassado algumas vezes, estava em desenvolvimento contínuo e fazendo testes sempre.

Acontece que nesse país as pessoas não conseguem ver esse tipo de coisa. Ao invés, só viam o foguete sendo detonado (por sinal, por causa das restritas regras de segurança que o impediam de sair de um espaço aéreo bem delimitado), e só pensavam nisso com deboche ou descaso.

Na minha opinião foi por isso que este governo cortou verbas. Porque este lançamento do nosso cosmonauta não passa de publicidade: esperaram a poeira baixar da explosão na base de Alcântara, e resolveram fazer do Programa Espacial mais um palanque de campanha.

Para quem não sabe, em vez de ir como um tripulante de direito da ISS (Estação Espacial Internacional), nosso astrounauta está indo como turista espacial. Ele está no mesmo programa dos milhonários americanos que foram. Isto porque não cumprimos com a nossa parte do contrato de algumas janelas para a estação.

Por isso que pra mim, esta Missão Centenário é quase tanto uma vergonha quanto é um orgulho.


Hmmm...

25 03 2006
[diario]

Aproveitando este post break* para compartilhar uma reflexão que me ocorreu quando voltava da cozinha, onde eu tinha ido pra pegar um café:

Agora é, muito provavelmente, o começo da época mais intensa da minha vida.

Sim, porque no eu não quero ficar nesse ritmo para sempre. Mas também não acho que seja o mais intenso que pode ser. Acho que os próximos 5 ou 6 anos serão vão ficando cada vez pior, e a partir daí deve ser ladeira a baixo.

Bom, pelo menos este é o plano...


post break: coffee break mais curto, onde você só vai pegar o café e o trás para sua mesa, e aproveita o resto do tempo para escrever um post.



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