Uma semana e tanto na Ilha Formosa

15 04 2009

(este post já tem mais de uma semana de escrito, mas demorei um pouco para acabar de editá-lo e ilustrá-lo, para o deleite visual do leitor)

No momento, estou de volta a uma sala de embarque no Aeroporto Internacional de Narita, depois de algumas horas num 767 vindo de Taipei. Tenho pela frente mais uma hora de chão, e depois umas vinte e tantas horas de vôo + aeroporto de NY, com direito a passar pelo raio-X de novo, e lá nos EUA, que é o mais chato do mundo (tem que tirar sapato, cinto, jaqueta, etc…).

JAL (by Pedro Angelini)
é… uma grande parte da viagem foi entre asas desse tipo…

A semana foi muito boa, tanto na parte de trabalho, quanto culturalmente. Taipei é uma cidade muito gostosa de se passear, e os habitantes são muito educados e organizado. No primeiro dia que eu estava lá, dei uma boa andada por perto do hotel, mas sem muitas aventuras (tirando me perder por achar que o hotel estava em um lugar do mapa, sendo que ele estava em outro). Uma coisa que chama atenção é a quantidade de scooters que os chineses têm, e que ficam estacionadas nas calçadas. Uma outra coisa que você percebe logo é que as ruas tem nomes escritos em caracteres latinos (eles dizem que o nome está escrito “em inglês”, mas a não ser que Nanging queira dizer alguma coisa para a Rainha da Inglaterra, eu diria que está escrito em chinês).

Voltei para o hotel lá pelas 3h da tarde, e esperimentei o real significado de jet-lag: um sono daqueles que te deixa meio zumbi. Felizmente, quando sentei na cama para ver um pouco de tv, acertei o despertador, se não tinha perdido o coquetel de abertura do evento que participei.

Nos dias seguintes, tive várias reuniões com fornecedores taiwaneses, sempre muito gentis e atenciosos. Um deles me levou para conhecer o Taipei 101, o maior prédio de Taiwan, e o segundo maior do mundo, que é bem divertido. Infelizmente eu não estava com a minha câmera… Também fui junto com o Henrique, um brasileiro que também estava participando do evento, em no Night Market de Shihlin. É uma experiência bem interessante, com muitas coisas diferentes para se ver, mas ir sem um nativo não é tão legal, por que é muito difícil você criar coragem de comer a comida.

Meu último dia inteiro em Taipei foi sábado. Aí sim tive chance de passear:

Sun Yat-Sen Memorial Garden (by Pedro Angelini) Taipei 101 (by Pedro Angelini) Chiang Kai Shek Memorial Portal (by Pedro Angelini) Chiang Kai Shek Memorial (by Pedro Angelini) Taiwan Presidential Palace (by Pedro Angelini) National Palace Museum (by Pedro Angelini)
dessa vez resolvi inovar e faço comentários e conto as histórias nas fotos no Flickr

No final do dia, a Demi, que é uma fornecedora da Itautec, mas com quem eu nunca trabalhei diretamente, me pegou no hotel para irmos em um Night Market mais perto do centro. O objetivo era comer comida típica (“but not too spicy Demi, please”), e comprar souvenires.

Comida foi a coisa mais complicada em Formosa (que é o nome dado pelos portugueses quando conheceram a ilha de Taiwan). Não é só o cheiro de um dos tofus deles que, para nós ocidentais cheira mal, é também que, quando você olha a para a comida pronta, você não faz idéia se a origem é vegetal, animal ou mineral… além disso, nos night markets eles vendem todo tipo de iguarias que não se come no dia-a-dia, incluindo mas não se limitando a: pescoço de pato, pé de galinha, pedaços irreconhecíveis de algum animal incógnito, frutas (legumes?) que você nunca viu na vida, etc.

Mas, você poderia dizer, ok, é só ir em um restaurante, certo? Errado. Chineses tem um costume muito legal de fazerem os pedidos juntos e compartilharem a comida, que é servida em vários pratinhos no meio da mesa e os comensais vão pegando. O problema disso, é que você não tem nos menus algo como o nosso “prato executivo”, ou “menu do dia”, que você pede uma coisa, e come a sua comida. E, apesar de entenderem alguma coisa de inglês, e saberem distinguir quando você está pedindo a conta ou pedindo mais chá, os garçons não conseguem te explicar direito o que é cada comida, ou te dar uma sugestão de que pedir (talvez inclusive por que as pessoas lá são, em geral, bastante tímidas). Isso pode causar algumas situações chatas, equivalentes a alguém entrar em um restaurante no Brasil, pedir uma cesta de pão, comer um pouco com ketchup, pedir a conta e sair… Não me perguntem, leiam aqui.

Bom, mas voltanto ao Night Market, olhem só o que eu comi por lá.

Oister Omelete (by Pedro Angelini) Squid Noodle Soup (by Pedro Angelini) Squid Noodle Soup (by Pedro Angelini)
Chinese Food (by Pedro Angelini) More Chinese Food (by Pedro Angelini) Chinese food (by Pedro Angelini) Night Market (by Pedro Angelini)
primeira linha: coisas que eu comi, segunda: coisas que não arrisquei

Ah, outra dificuldade é lembrar os nomes em Chinês, o que as vezes faz você se sentir um analfabeto com problemas de memória de curta duração, e te impede de conseguir pedir de novo quando você acerta (ou contar para os amigos o nome daquela fruta gostosa que você comeu, apesar de ter perguntado 5 vezes para a sua amiga taiwanesa).

Defined tags for this entry: ,


Trackbacks


Nenhum Trackbacks

Comentários

Exibir comentários como (Seqüencial | Discussão)
Nenhum cmentários

Adicionar Comentários


Enclosing asterisks marks text as bold (*word*), underscore are made via _word_.

To prevent automated Bots from commentspamming, please enter the string you see in the image below in the appropriate input box. Your comment will only be submitted if the strings match. Please ensure that your browser supports and accepts cookies, or your comment cannot be verified correctly.
CAPTCHA

BBCode format allowed
Standard emoticons like :-) and ;-) are converted to images.




Page delivered in 0.207147 seconds, 94 files included