São Paulo em 36 horas

15 10 2007

Não, não são 36 horas de trânsito infernal na volta do feriado (eu sei, poderia ser). 36 Hours in São Paulo é um artigo do caderno de Viagem do New York Times que encontrei lendo os feeds do Sampaist.

MASP
"asdas"

É um bom roteiro para um final de semana (começando na sexta à tarde). Pode ser útil se você tiver que mostrar a cidade para alguém em pouco tempo, ou para planejar seu próximo final de semana. Mas o mais legal mesmo, são as descrições, que eu achei bem objetivas e justas. Às vezes é meio chato ouvir de um gringo algumas coisas, como o fato da cidade ter muitos fios elétricos, ou que o Parque da Luz era uma área cheia de drogados, mas não posso deixar de concordar.

Para dar um gostinho, fica uma citação:

6 p.m.
2) FOAMY BREW

The quality of a bar in São Paulo is measured in large part by its chopp (SHO-pee), the Brazilian-style draft beer. And the pouring process is as much an art for Brazilians as Guinness-pouring is to the Irish. The undisputed chopp masters can be found at Bar Léo (Rua Aurora, 100; 55-11-3221-0247; www.barleo.com.br), a German-themed joint in the city's gritty center. To test the barman's skills, ask for a leitinho (lay-CHEEN-yo), all head and no beer. It may sound crazy to the foam-phobic American beer guzzler, but the all-head beer is so creamy, you may just become a convert.

Artigo Original: New York Times - Travel

Foto por . : MaWa : .

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Mais Sobre Universidade e Política

03 06 2007

Eu sei que estou ficando repetitivo, e que não costumo postar várias vezes sobre o mesmo assunto, mas anda difícil fugir dessa grande balbúrdia que está armada na minha faculdade.

Recebi um e-mail muito bom do Oshiro, que mostra bem o que a mídia está tentando fazer, se aproveitando da bagunça armada por alguns irresponsáveis (espero que sejam só irresponsáveis, porque senão estão sendo imorais).

Vão aqui alguns destaques, e na extensão do artigo vai a íntegra:

  • "Estou escrevendo porque se a revista Veja tem o direito de publicar uma reportagem que passa uma imagem negativa da USP, então eu tenho direito de mostrar números que contradizem o que foi dito"
  • Verba anual da USP: R$ 1.958.978.296,00

    Número de alunos de graduação: 80589
    Número de alunos de pós-graduação: 25007 (mestrandos: 12706 doutorandos: 12301)

    Fica óbvio que o custo de um aluno (seja ele de graduação ou de pós-graduação) é de: R$ 1.545,97/mês
  • É um custo alto? Sim. É exorbitante? Não.
    Vamos lembrar que estamos falando de cursos variados, desde um curso de Administração, que envolve basicamente aulas e palestras, até um curso de medicina, que necessita de um hospital inteiro para funcionar.
  • Argumento Principal: Com esse dinheiro, a USP faz muito mais do que dar aula para seus alunos. Aqui vai um resumo:
    • Cursos extracurriculares 604
      Participantes 29.203
    • Eventos científicos e culturais 8.450
    • Museus: 5
      visitantes: 1.140.873
    • Hospitais: 2 (com tratamentos gratuitos para a comunidade)
    • Escola de Aplicação
    • Estação Ciência, CEUMA, Cinema (CINUSP), Orquestra (OSUSP), Centro de Difusão Científica e Cultural, A Universidade e as Profissões, Universidade 3ª Idade
  • Isso sem contar a produção científica (dava pra gastar o orçamento da USP inteiro só nisso)



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Greves e Ocupação

01 06 2007

Ok, eu podia ter escrito sobre isto antes, mas essas histórias de greve na usp me irritam de uma tal maneira, que tenho evitado até de pensar nisso.

Não tem sido difícil, porque, como é de conhecimento geral na comunidade uspiana, "A Poli não Pára".

Mas, as pessoas fora da USP às vezes me perguntam coisas, e eu me sinto na obrigação de estar pelo menos levemente informado.

Bom, minha opinião, este ano como nos outros é a mesma: um bando de pessoas nada sérias está no comando, e só isto já deveria ser o suficiente para ninguém mas apoioar esta balbúrdia.

Concordo que isto é um pouco radical da minha parte, então, para quem não tem vontade de colocar um princípio na frente de coisas mais mundanas, fui dar uma olhada nas ditas coisas, ou seja as reinvidicações dos meus colegas.

O Carro Chefe dessa greve/ocupação são os decretos do Serra (pelo menos oficialmente, veremos semana que vem isso). Então vamos lá, qual é o conteúdo desses decretos? Basicamente, a criação da nova secretaria do Ensino Superior, obrigação de prestação de contas em tempo real. O resto dos decretos não se aplica à Universidade.

Os últimos argumentos dos ocupantes da reitoria (que podem ser lidos aqui) são que a publicação dos decretos:

  • não constava do programa de governo de Serra, nem foi levantada em sua campanha eleitoral;
  • não houve discussões prévias com a comunidade uspiana;
  • sua necessidade para aprimoramento do ensino é das mais discutíveis no caso da USP, que estava mantendo a excelência de sua produção acadêmica e vinha expandindo vagas;
  • além de aparentemente desnecessário, o decreto continha graves lacunas e imprecisões, só sanadas com as alterações efetuadas depois da promulgação.

Ou seja: ninguém me avisou, eu não entendi, e agora que eu entendi não tenho nada contra a falar.

O que me leva de volta ao "pelo menos oficialmente". Já vi várias greves na USP, e todas elas se resumem às mesmas coisas: funcionários querendo aumento de salários, professores querendo melhoras na estrutura e aumento de salários, e alunos (principalmente moradores do CRUSP) pedindo melhoras na condição da moradia estudantil e nas faculdades "menos priorizadas" e aumento de salários. Quer dizer, não aumento de salários porque eles não ganham salário, mas se ganhassem estavam pedindo, pode ter certeza. Basicamente, as greves todas acabaram com (pasmem) um aumento de salários.

Alguém pode argumentar que o aumento de salários é uma causa justa para se fazer greve, e que a Universidade Pública tem que ser mais bem tratada. Concordo, tirando que, vários desses funcionários e professores que estão pedindo aumento de salários são, na verdade uns vagabundos (digo isso sem dó nem pena, porque dependo deles e convivo a 5 anos com eles) que vivem na vida mansa e nem sequer estão indo a piquetes, greves, assembléias e etc, e vão se aposentar e serão sustentados pelo resto da vida com nossos impostos.

A Universidade tem que ser bem tratada sim, e o melhor jeito é mantendo uma transparência e um controle externo, não intervencionista, mas questionador das políticas aplicadas dentro da Universidade, que é o que os decretos do Serra estão proporcionando.

Finalmente, para quem quer saber um pouco mais, pode entrar nesta página do Estadão, com um resumo sobre os decretos, e no Blog da Ocupação, para um pouco de hipocrisia matinal.

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Frias

24 05 2007

Que frio! Oba!

Adoro frio, mas acho que estou ficando velho. Hoje, estava subindo uma escada aqui de casa correndo e pisei de mau jeito, e fiquei como calcanhar doendo, coisa que só acontecia antigamente em partidas bastante violentas de basquete 1x1 quadra inteira.

O fato é que ando meio desanimado, e o frio piora as coisa. Mas, como vício de entorpecentes ou doenças mentais agudas, o primeiro passo para curar desânimo é admitir que se está desanimado. Então o negócio é botar o casaco, e aproveitar que esse deve ser o final de semana mais frio do ano, e que vou passá-lo com a :-)

Fato noticiado:

"Este ano, as temperaturas devem ser mais baixas que as do ano passado [...] A mínima registrada no outono do ano passado em São Paulo foi de 10,7 graus e, no inverno, de 6,2 graus"

Preparem seus ponchos e rechauds

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Paulista Masp

15 05 2007

Paulista Masp, originally uploaded by Pedro Angelini.

Estou devendo mais panografias. Posto (do verbo postar) esta aqui, que recentemente virou minha foto mais interessante do Flickr.

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Encaracolada Cultural

07 05 2007

Um amigo meu aqui da Poli, mas que é de Sé-Lagoas (oficialmente conhecida como Sete Lagoas MG), comentou comigo um dia que se impressionava como nós Paulistanos nos organizamos fácil em filas. É verdade, paulistano adora enfrentar uma filinha, que ele adora furar também, mas fica puto quando vê alguém furando na sua frente.

Sábado passado fui com a Dê assistir uma Roda de Choro no Autditório do Ibirapuera, e chegamos só meia hora adiantados, o que para um evento gratis parecia ser meio tarde. Quando chegamos, lá estava a esperada fila, mas o engraçado é que, ao contrário das filas comuns de paulistanos, que são em sanfona, esta estava em caracol. Não de dentro pra fora, mas de fora pra dentro, ou seja, se muito mais gente chegasse, ia ter uma hora que alguém ia parar no meio do caracol, sem espaço para entrar na fila.

Eu fiquei achando que quando a fila comessasse a andar, alguns espertinhos fossem aproveitar do fato de estarem lado a lado com pessoas do circulo mais externo e furar a fila, mas aparentemente tudo correu direitinho, parecia até uma quadrilha de festa junina.

Só me toquei depois, ao sair do show, que o logo da cirada também era encaracolado :-)

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Centro de Sampa, mais uma vez

25 04 2007
Sábado fomos, eu e a Dê passear no centro e no mercadão. O passeio rendeu fotos (mais especificamente, quase um rolo de filme inteiro), uma caricatura, e um post no deep.

Já que a caricatura já está postada lá, vou colocar aqui algumas das fotos. Por bobeira (e fome, era hora do almoço), não tiramos fotos do evento Japão à Brasileira que estava acontecendo no Mercadão, com exceção da foto do jardim japonês.

Fora isso, outra coisa não fotografada por motivos de fome e falta de espaço, foi o famoso pastel de carne do Mercadão. Carne? (pergunta Pedro) Carne de Peixe, responde o arguto vendedor, ao entregar o pastel de bacalhau mega recheado.

Café Girondino Untitled Natural

Pitaya?? Textura

Inside Untitled

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